Prada - Luna Rossa Black (50 ML)
Prada - Luna Rossa Black (50 ML)
Prada - Luna Rossa Black (50 ML)
Descubra o Prada - Luna Rossa Black (50 ML), um perfume masculinos da marca prada1. Fragrância única e envolvente para quem busca sofisticação e elegância.
Características
- Marca: prada1
- Categoria: Masculinos
- Volume: 50 ML
Produto original importado. Garantia de autenticidade.
Avaliações de Clientes
Luna Rossa Black é, na teoria, um flanker na linha Luna Rossa, mas sua fragrância não tem absolutamente nada em comum com o Luna Rossa original. Como é um perfume maravilhoso, eu é que não vou reclamar disso. Enquanto o original é uma fragrância limpa e do tipo "adequada pra tudo" baseada em lavanda, sálvia e ambroxan, Luna Rossa Black é uma fragrância quente e adocicada, praticamente um oposto - tendo em comum apenas o uso justamente do ambroxan na base. Essencialmente, Luna Rossa Black é um perfume de ambroxan (que sozinho já tem uma nuance sutilmente adocicada). É como se fosse o Molecule 02 da marca "Escentric Molecules" injetado com fava tonka, o que resulta num dulçor mais quente, um pouco amendoado. Acredito que é a nota de angélica que dá um baita diferencial nos minutos inicias da abertura, pois nos perfumes com ela costumo sentir um cheiro herbal e sutilmente adocicado, mais ou menos como uma erva-doce, só que mais vívida, verde e fresca. Acredito que a combinação da nota sequinha e amendoada da tonka com um pouquinho de patchouli é que deve ajudar a trazer uma característica que sinto como sutilmente achocolatada nesse perfume - mas um daqueles chocolates amargos 80%. Já me disseram sentir cheiro de BIS (o chocolate) quando o uso. Eu não acho que chega a tanto assim parecer com chocolate, mas acho que entendo quando dizem isso. O perfume tem essa característica atalcada fina, de pó fino, vista em várias outras fragrâncias da Prada, e acho que isso combinado com o dulçor da tonka, ambroxan e patchouli ajuda um pouco a criar esse efeito semi-achocolatado. Perfumes com muita fava tonka, pra mim, costumam ser muito doces, às vezes não gosto muito, mas aqui acredito que parte do dulçor também vem da nota de ambroxan, com essa nota almiscarada amaciando e arredondando tudo, não deixando ir pra um lado enjoado - apesar de ainda ser um perfume bastante adocicado. Acho a fragrância muito elegante, com aquele atalcado especial dos perfumes da Prada. Talvez tenha sido o primeiro perfume bastante adocicado com o qual eu realmente me dei muito bem - até então eu era o cara que fugia de gourmands e/ou super-adocicados e ainda estava naquela zona de conforto de cítricos/aquáticos. Depois é que comecei a me arriscar e conhecer perfumes realmente mais adocicados. Dizem que o Luna Rossa Extreme (descontinuado) era ainda melhor do que esse - infelizmente não tive oportunidade de conhecê-lo, então o que posso dizer é que, dos disponíveis atualmente da linha Luna Rossa, o Black pra mim é o melhor, muito disparado. E Luna Rossa Black parece sim com o Cargo de Nuit da Prada, mas este último é mais arredondado e menos adocicado - por outro lado sinto que o "truque" com uso de ambroxan e principalmente o Iso E Super nele é mais "óbvio", enquanto no Luna Rossa Black pelo menos acho que ficou melhor disfarçado. Como outros perfumes baseados em ambroxan, esse aqui engana muito bem: quem usa às vezes acha que ele não exala, mas Luna Rossa Black projeta bem e deixa um baita dum rastro por onde passa. Sua fixação também é muito boa, durando umas 8h-9h na minha pele. Fragrância: 5/5 (adocicada e amendoada de fava tonka arredondada por almíscar e ambroxan - o melhor Luna Rossa disponível atualmente) Projeção: 4,5/5 (bastante perceptível, deixando uma bolha perfumada ao redor do usuário) Fixação: 4,5/5 (excelente, até umas 9h na pele facilmente)
Luna Rossa Black é uma fragrância oriental amadeirada sofisticada e moderna, lançada pela Prada em 2018, criada pela perfumista Daniela Andrier. Representando a sétima edição da linha Luna Rossa, essa versão se destaca das demais ao apresentar uma proposta mais noturna, sensual e urbana. Desde a primeira borrifada, Luna Rossa Black entrega uma abertura fresca e discreta de bergamota, rapidamente mergulhando em um coração mais escuro e envolvente de patchouli e angélica, esta última trazendo um toque herbal e levemente picante. O fundo quente, com a doçura cremosa da cumarina, o conforto do âmbar e o toque aveludado do almíscar, forma uma base sedutora e refinada. Projeção moderada nas primeiras 2 horas, fixação: 8 a 10 horas na pele, podendo ultrapassar isso em roupas. Sillage, moderado, com rastro elegante, sem ser invasivo Luna Rossa Black se comporta como um perfume mais introspectivo e envolvente, que cria uma aura de mistério ao redor de quem o usa. Ideal para uso noturno, encontros, jantares, eventos sociais ou baladas. Ele é sedutor e ao mesmo tempo sofisticado, não grita, mas chama atenção. Também pode funcionar em dias mais frios ou em ambientes climatizados durante o outono/inverno. Os perfumes Midnight in Paris e Bvlgari Black, trás uma lembrança ao meu olfato. Luna Rossa Black é, sem dúvidas, um dos destaques da linha Luna Rossa. Fugindo do frescor náutico de seus antecessores, ele aposta em uma abordagem mais urbana e sensual, remetendo a noites de cidade grande, com luzes de néon refletindo em asfalto molhado. Um perfume para quem quer passar uma imagem de elegância misteriosa, com um toque moderno e sofisticado. Nota Final: 9/10 Excelente fragrância para quem busca versatilidade noturna e um diferencial em relação aos clássicos amadeirados ou cítricos do mercado.
Ótimo perfume! Um perfume aromático mais denso, que se encaixa naquela clássica classificação "Black", comumente de uso noturno, mas que dá para ser encaixado bem em climas amenos, pois ele vai muito bem também. A princípio ele parecia um pouco comum, mas ele me surpreendeu na construção excelente dele. A Prada conseguiu fazer as nuances de base conversarem muito bem com as aromáticas. Na abertura, trás só um fundo de uma bergamota com fava tonka. No drydown as coisas mudam muito bem, entra a parte herbal e a fava tonka fica ambarada, com o toque almiscarado em volta de tudo. O que forma um acorde noturno-aromático excelente. Ele parece ter ambroxan que anda junto com o âmbar na fava-tonka, o que deixa ainda melhor. Para mim, o Luna Rossa Black é a releitura da Prada em relação ao 212 Vip Black, trocando o bom trabalho de baunilha presente no 212, pelo trabalho melhor ainda de fava-tonka ambarada. Obs1: Desempenho foi OK Obs2: Eu, particularmente, sinto notas de folha de violeta e o ambroxan, que foi citado.
Excelente perfume noturno! Ele passa uma sensação de classe, sofisticação e ao mesmo tempo é vibrante! É como se você quisesse sair a noite só para poder usufruir dessa obra prima da PRADA e querer ser notado por isso! Ele tem uma saída cítrica e fresca já sendo "abafada" na sequência pelo doce da cumarina que é deliciosa! No mais não acho que é um perfume complexo... eu sinto ele bem linear, e para falar a verdade, neste caso acho ótimo! Se tivesse uma única queixa seria a longevidade dele! Depois de umas 6h ele fica bem rente a pele... quase imperceptível. Mas como no meu caso seu uso é somente noturno, acho que ele cumpre bem sua função! Não o considero baladeiro, ele tem uma pegada mais romântica! Já sequei um frasco de 100ml, estou secando um frasco de 50ml e bem na data de hoje já garanti um backup de 100ml! Está cada vez mais difícil e caro de se achar... espero que a PRADA lance logo uma versão PARFUM dessa maravilha!
A construção do acorde perfeito. Em teoria musical, notas são unidades melódicas mínimas catalogadas na quantidade de sete, segundo a tradição ocidental. Acordes são notas reunidas de forma harmônica, produzindo um som coeso e cheio de significado além da mera soma de suas notas constitutivas. Os acordes são muito mais que sete, a criatividade e os semitons desconhecem limites rígidos. Consagrou-se na linguagem descritiva da perfumaria o conceito de “acorde olfativo”. De certa forma, o acorde olfativo é o ouro da perfumaria, a essência da expressão artística da atividade de compor novos cheiros. Prada Luna Rossa Black é a celebração de um acorde de notas em geral conhecidas, porém reunidas de um jeito extraordinário, o mistério do blend. Não se trata de fragrância de muitas variações. O cheiro é linear, com maior eficácia cítrica de abertura e abaunilhamento na secagem. As notas são todas muito bem polidas, o acabamento do perfume é finíssimo e suave, o que confere a elegância por muitos destacada. A bergamota não é cortante nem verdejante. Trata-se de uma brisa gélida e floral branca. Não tenho conhecimento sobre o cheiro de angélica in natura, mas creio que contribua com um peculiar toque atalcado-condimentado. Cumarina e âmbar remetem, em certa medida, ao acorde sensual que definiu a linha Armani Code, não à toa são perfumes que se filiam à estética “black”. A diferença é o rigoroso apuro formal desta construção, o que torna, com perdão do exagero, rudes e grosseiros todos os demais. A secagem abaunilhada revela um grau superior de originalidade. A simplicidade adocicada de sorvete vanilla envenena-se de tintas gris (e não noire, tampouco geléia quente), um déja-vu de coconut seco e um atalcado aveludado feito do que existe de mais moderno na perfumaria masculina que pretende ir além do puramente jovem ou baladeiro. Há muito pouco de Luna Rossa (o veleiro que deu origem à lavanda marítima em 2012) em Luna Rossa Black (2018), todavia não é possível deixar de ressaltar a deliciosa nota salina-ambarina, ou salgado-ambarada, que ressoa durante toda a vida da fragrância, como brisa do mediterrâneo arejando noites mornas de verão. Ps. Tive uma experiência muito semelhante ao relato de @FelipeGeminiano, de início não gostei nem um pouco, sentia uma espécie de leite azedo temperado de ervas. Hoje em dia, após meses e meses decorridos, sinto o mesmo acorde, mas noutra chave interpretativa…. Creio que seja o estranhamento inicial, que tanto me motiva seguir atrás de coisas novas. Um lácteo herbáceo inesquecível!
Luna Rossa Black é, na teoria, um flanker na linha Luna Rossa, mas sua fragrância não tem absolutamente nada em comum com o Luna Rossa original. Como é um perfume maravilhoso, eu é que não vou reclamar disso. Enquanto o original é uma fragrância limpa e do tipo "adequada pra tudo" baseada em lavanda, sálvia e ambroxan, Luna Rossa Black é uma fragrância quente e adocicada, praticamente um oposto - tendo em comum apenas o uso justamente do ambroxan na base. Essencialmente, Luna Rossa Black é um perfume de ambroxan (que sozinho já tem uma nuance sutilmente adocicada). É como se fosse o Molecule 02 da marca "Escentric Molecules" injetado com fava tonka, o que resulta num dulçor mais quente, um pouco amendoado. Acredito que é a nota de angélica que dá um baita diferencial nos minutos inicias da abertura, pois nos perfumes com ela costumo sentir um cheiro herbal e sutilmente adocicado, mais ou menos como uma erva-doce, só que mais vívida, verde e fresca. Acredito que a combinação da nota sequinha e amendoada da tonka com um pouquinho de patchouli é que deve ajudar a trazer uma característica que sinto como sutilmente achocolatada nesse perfume - mas um daqueles chocolates amargos 80%. Já me disseram sentir cheiro de BIS (o chocolate) quando o uso. Eu não acho que chega a tanto assim parecer com chocolate, mas acho que entendo quando dizem isso. O perfume tem essa característica atalcada fina, de pó fino, vista em várias outras fragrâncias da Prada, e acho que isso combinado com o dulçor da tonka, ambroxan e patchouli ajuda um pouco a criar esse efeito semi-achocolatado. Perfumes com muita fava tonka, pra mim, costumam ser muito doces, às vezes não gosto muito, mas aqui acredito que parte do dulçor também vem da nota de ambroxan, com essa nota almiscarada amaciando e arredondando tudo, não deixando ir pra um lado enjoado - apesar de ainda ser um perfume bastante adocicado. Acho a fragrância muito elegante, com aquele atalcado especial dos perfumes da Prada. Talvez tenha sido o primeiro perfume bastante adocicado com o qual eu realmente me dei muito bem - até então eu era o cara que fugia de gourmands e/ou super-adocicados e ainda estava naquela zona de conforto de cítricos/aquáticos. Depois é que comecei a me arriscar e conhecer perfumes realmente mais adocicados. Dizem que o Luna Rossa Extreme (descontinuado) era ainda melhor do que esse - infelizmente não tive oportunidade de conhecê-lo, então o que posso dizer é que, dos disponíveis atualmente da linha Luna Rossa, o Black pra mim é o melhor, muito disparado. E Luna Rossa Black parece sim com o Cargo de Nuit da Prada, mas este último é mais arredondado e menos adocicado - por outro lado sinto que o "truque" com uso de ambroxan e principalmente o Iso E Super nele é mais "óbvio", enquanto no Luna Rossa Black pelo menos acho que ficou melhor disfarçado. Como outros perfumes baseados em ambroxan, esse aqui engana muito bem: quem usa às vezes acha que ele não exala, mas Luna Rossa Black projeta bem e deixa um baita dum rastro por onde passa. Sua fixação também é muito boa, durando umas 8h-9h na minha pele. Fragrância: 5/5 (adocicada e amendoada de fava tonka arredondada por almíscar e ambroxan - o melhor Luna Rossa disponível atualmente) Projeção: 4,5/5 (bastante perceptível, deixando uma bolha perfumada ao redor do usuário) Fixação: 4,5/5 (excelente, até umas 9h na pele facilmente)
Luna Rossa Black é uma fragrância oriental amadeirada sofisticada e moderna, lançada pela Prada em 2018, criada pela perfumista Daniela Andrier. Representando a sétima edição da linha Luna Rossa, essa versão se destaca das demais ao apresentar uma proposta mais noturna, sensual e urbana. Desde a primeira borrifada, Luna Rossa Black entrega uma abertura fresca e discreta de bergamota, rapidamente mergulhando em um coração mais escuro e envolvente de patchouli e angélica, esta última trazendo um toque herbal e levemente picante. O fundo quente, com a doçura cremosa da cumarina, o conforto do âmbar e o toque aveludado do almíscar, forma uma base sedutora e refinada. Projeção moderada nas primeiras 2 horas, fixação: 8 a 10 horas na pele, podendo ultrapassar isso em roupas. Sillage, moderado, com rastro elegante, sem ser invasivo Luna Rossa Black se comporta como um perfume mais introspectivo e envolvente, que cria uma aura de mistério ao redor de quem o usa. Ideal para uso noturno, encontros, jantares, eventos sociais ou baladas. Ele é sedutor e ao mesmo tempo sofisticado, não grita, mas chama atenção. Também pode funcionar em dias mais frios ou em ambientes climatizados durante o outono/inverno. Os perfumes Midnight in Paris e Bvlgari Black, trás uma lembrança ao meu olfato. Luna Rossa Black é, sem dúvidas, um dos destaques da linha Luna Rossa. Fugindo do frescor náutico de seus antecessores, ele aposta em uma abordagem mais urbana e sensual, remetendo a noites de cidade grande, com luzes de néon refletindo em asfalto molhado. Um perfume para quem quer passar uma imagem de elegância misteriosa, com um toque moderno e sofisticado. Nota Final: 9/10 Excelente fragrância para quem busca versatilidade noturna e um diferencial em relação aos clássicos amadeirados ou cítricos do mercado.
Ótimo perfume! Um perfume aromático mais denso, que se encaixa naquela clássica classificação "Black", comumente de uso noturno, mas que dá para ser encaixado bem em climas amenos, pois ele vai muito bem também. A princípio ele parecia um pouco comum, mas ele me surpreendeu na construção excelente dele. A Prada conseguiu fazer as nuances de base conversarem muito bem com as aromáticas. Na abertura, trás só um fundo de uma bergamota com fava tonka. No drydown as coisas mudam muito bem, entra a parte herbal e a fava tonka fica ambarada, com o toque almiscarado em volta de tudo. O que forma um acorde noturno-aromático excelente. Ele parece ter ambroxan que anda junto com o âmbar na fava-tonka, o que deixa ainda melhor. Para mim, o Luna Rossa Black é a releitura da Prada em relação ao 212 Vip Black, trocando o bom trabalho de baunilha presente no 212, pelo trabalho melhor ainda de fava-tonka ambarada. Obs1: Desempenho foi OK Obs2: Eu, particularmente, sinto notas de folha de violeta e o ambroxan, que foi citado.
Excelente perfume noturno! Ele passa uma sensação de classe, sofisticação e ao mesmo tempo é vibrante! É como se você quisesse sair a noite só para poder usufruir dessa obra prima da PRADA e querer ser notado por isso! Ele tem uma saída cítrica e fresca já sendo "abafada" na sequência pelo doce da cumarina que é deliciosa! No mais não acho que é um perfume complexo... eu sinto ele bem linear, e para falar a verdade, neste caso acho ótimo! Se tivesse uma única queixa seria a longevidade dele! Depois de umas 6h ele fica bem rente a pele... quase imperceptível. Mas como no meu caso seu uso é somente noturno, acho que ele cumpre bem sua função! Não o considero baladeiro, ele tem uma pegada mais romântica! Já sequei um frasco de 100ml, estou secando um frasco de 50ml e bem na data de hoje já garanti um backup de 100ml! Está cada vez mais difícil e caro de se achar... espero que a PRADA lance logo uma versão PARFUM dessa maravilha!
A construção do acorde perfeito. Em teoria musical, notas são unidades melódicas mínimas catalogadas na quantidade de sete, segundo a tradição ocidental. Acordes são notas reunidas de forma harmônica, produzindo um som coeso e cheio de significado além da mera soma de suas notas constitutivas. Os acordes são muito mais que sete, a criatividade e os semitons desconhecem limites rígidos. Consagrou-se na linguagem descritiva da perfumaria o conceito de “acorde olfativo”. De certa forma, o acorde olfativo é o ouro da perfumaria, a essência da expressão artística da atividade de compor novos cheiros. Prada Luna Rossa Black é a celebração de um acorde de notas em geral conhecidas, porém reunidas de um jeito extraordinário, o mistério do blend. Não se trata de fragrância de muitas variações. O cheiro é linear, com maior eficácia cítrica de abertura e abaunilhamento na secagem. As notas são todas muito bem polidas, o acabamento do perfume é finíssimo e suave, o que confere a elegância por muitos destacada. A bergamota não é cortante nem verdejante. Trata-se de uma brisa gélida e floral branca. Não tenho conhecimento sobre o cheiro de angélica in natura, mas creio que contribua com um peculiar toque atalcado-condimentado. Cumarina e âmbar remetem, em certa medida, ao acorde sensual que definiu a linha Armani Code, não à toa são perfumes que se filiam à estética “black”. A diferença é o rigoroso apuro formal desta construção, o que torna, com perdão do exagero, rudes e grosseiros todos os demais. A secagem abaunilhada revela um grau superior de originalidade. A simplicidade adocicada de sorvete vanilla envenena-se de tintas gris (e não noire, tampouco geléia quente), um déja-vu de coconut seco e um atalcado aveludado feito do que existe de mais moderno na perfumaria masculina que pretende ir além do puramente jovem ou baladeiro. Há muito pouco de Luna Rossa (o veleiro que deu origem à lavanda marítima em 2012) em Luna Rossa Black (2018), todavia não é possível deixar de ressaltar a deliciosa nota salina-ambarina, ou salgado-ambarada, que ressoa durante toda a vida da fragrância, como brisa do mediterrâneo arejando noites mornas de verão. Ps. Tive uma experiência muito semelhante ao relato de @FelipeGeminiano, de início não gostei nem um pouco, sentia uma espécie de leite azedo temperado de ervas. Hoje em dia, após meses e meses decorridos, sinto o mesmo acorde, mas noutra chave interpretativa…. Creio que seja o estranhamento inicial, que tanto me motiva seguir atrás de coisas novas. Um lácteo herbáceo inesquecível!